O "CAUSO"
Evelyn Heine
 
Era um bonito fim de tarde.
Dois caipiras, Zé Caolho e Tião Barriga, estavam de prosa à beira do riacho, contando vantagem de pescador.
Enquanto fazia um cafuné em seu cachorro vira-lata, Zé Caolho veio com essa:
– Teve aquele dia em que eu vim pescar aqui mesmo neste lugar que você está vendo. De repente, senti uma fisgada tão forte, mas tão forte, que quase não "guentei" segurar. Fiz tanta força que "inté" fiquei musculoso no dia seguinte. Quando o peixe veio, nem acreditei no que eu vi. Era o maior peixe do mundo. Devia pesar pra mais de uns quinhentos quilos! Não tinha nem geladeira pra guardar tanto peixe, sô!
Tião Barriga fez cara de desconfiado e não deixou por menos:
– Mas então escuta só essa! Eu também estava pescando por aqui outra noite e, naquela escuridão, vi uma luz vindo de dentro da água. Fiquei meio assustado, mas continuei ali, com a vara na água. Dali a pouco, uma fisgada e tanto. E como pesava aquele peixão, sô! Puxei, puxei, com toda a minha força! E você sabe o que foi que eu pesquei?
– Sei, não, homem! Fala! – disse o outro caipira, curioso.
Tião Barriga respondeu:
– Era um mergulhador, com a lanterna acesa e tudo.
– "Ara" essa! E você quer que eu acredite nesta mentira deslavada, é? – Resmungou Zé Caolho.
– Tá "bão". – Concordou o outro. – Então você tira uns duzentos quilos do seu peixe que eu apago a minha lanterna, tá?

FIM

 
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