ENTREVISTA

Maria Cristina Furtado "Como toco violão, canto, sou atriz e compositora, quando escrevo, sempre imagino os personagens cantando e dançando."

(Maria Cristina Furtado)
Como você resolveu ser escritora?
Eu comecei escrevendo textos teatrais infanto-juvenis. Melhor dizendo, “Musicais Infanto-Juvenis”. Como toco violão, canto, sou atriz e compositora, quando escrevo, sempre imagino os personagens cantando e dançando. É uma característica minha como escritora, ter em meus textos literários, poesias musicadas.

Ao sentir o interesse que meus textos teatrais estavam despertando, meu marido sugeriu que eu procurasse escrever textos para livros infanto-juvenis. Eu assim o fiz e tornei-me escritora.

Onde você nasceu e onde mora hoje?
Sou carioca e atualmente moro no Rio de Janeiro. Nasci e cresci no Rio, então casei com um gaúcho e fui morar no Rio Grande do Sul, primeiro na capital, Porto Alegre, e depois em Nova Hamburgo. De lá fomos para Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE) e voltamos para o Rio.

Qual foi seu primeiro livro?
Na verdade, foram dois. “Flor de Maio” e “Viva a Liberdade”, em 1985. Ambos com ilustrações de Wanda Cardim. “Flor de maio” foi um marco em minha vida, pois ele tornou-se um best-seller e como eu havia, junto com o lançamento do livro, montado o musical “Flor de maio”, viajei com a peça e o livro por muitas cidades brasileiras. Por sinal, ela já foi montada em mais de 12 cidades brasileiras. Em 2004 foi feita uma 2ª edição de “Flor de maio”, dessa vez com ilustrações da Elma e um CD com as músicas das poesias do livro, comigo cantando e fazendo as vozes dos personagens. Esta edição já é, graças a Deus, um grande sucesso de vendas.
“Viva a liberdade” também foi muitíssimo bem aceito pelo público infantil e adulto. Agora no segundo semestre estará saindo uma segunda edição do livro, em uma importante coleção da Editora do Brasil. A ilustração eu ainda não sei de quem será. Devido ao sucesso desses livros, surgiram vários outros. Escrevi também outros musicais infantis que foram encenados por mim e continuam sendo montados por outras pessoas. Hoje sou convidada para palestras em universidades, feiras de livros, colégios e, como me tornei uma “contadora de histórias”, conto e canto minhas histórias em todos esses lugares.
Como surgiu a idéia dos temas?
“Flor de maio” surgiu de uma forte ligação que tenho com a natureza e alguns valores que prezo como a solidariedade, a amizade e o amor. A inspiração veio de uma conversa com a minha filha mais velha que tinha 5 anos, na época. É a história de uma borboleta que sai do casulo sem um pedacinho de sua asa e não pode voar. Ao vê-la triste, uma formiga e a cigarra param para ajudá-la e... Para escrever “Viva a liberdade” fui inspirada por algumas preocupações que tinha na época, entre elas a violência que crescia, de modo geral, nas grandes cidades brasileiras e, como conseqüência, entre as crianças. A história fala da luta pelo poder entre os animais e mostra o uso da “não violência” pelos personagens, quando optam por usar a inteligência e astúcia ao invés da força.
Que tipo de livro você gosta de ler?
Eu gosto de ler, na “ficção”, literatura. Na “não ficção” livros de teologia, psicologia e educação.
Quais são seus autores preferidos?
O Brasil tem muitos bons autores. É difícil citar: Quando eu era criança li e adoro até hoje reler a coleção de Monteiro Lobato (foto). Quando jovem foi a vez de Machado de Assis, depois veio Clarice Lispector e Érico Veríssimo. Hoje, leio muito dos mais variados estilos. Para citar alguns: Fernando Veríssimo, Jorge Amado, Adélia Prado e outros.
Você recebe muitas mensagens dos seus leitores?
Muitas. Nos meus últimos livros estão o meu e-mail e o endereço do meu site. Por isso é comum eu passar algumas horas da noite respondendo aos e-mails de crianças e professoras. Também recebo e-mails de mães, pais e avós. Converso com meus leitores normalmente pelo messenger e é muito interessante, pois muitas vezes toda a família participa do bate-papo. Pena que não me sobra muito tempo para isso!
Quando você imagina um livro, já pensa no título também?
Não. O título é a última coisa que faço.
Você também escreve para adultos?
Já escrevi um texto teatral, uma comédia, que montei, com sucesso, em Recife, em 1990. Nesta peça, eu, além de escrever, fiz a direção teatral e trabalhei como atriz. Foi muito bom! Foi muito divertido! O nome da peça é “Querem matar meu marido.”
De que você brincava quando era criança?
Sempre adorei ler, criar e encenar muitas histórias. Além disso, toco violão desde os 7 anos e isto, para mim, era uma grande diversão. Gostava também de pular amarelinha e de ser uma super-heroína que montava um belíssimo cavalo branco. Ah!Gostava muito de ler o gibi do Fantasma.
O que é muito divertido pra você?
Diversas coisas. Entre elas: dar boas risadas, curtir a natureza, andar a cavalo com a Leandra, minha filha de sete anos. Também acho muito divertido bater um “bom papo” entre amigos ou com o meu marido ou com a minha filha mais velha, Cristiane. Curto muito sair com a família, ir ao cinema, ao teatro.
Você tem outra atividade, além de ser autora?
Várias. Já percebeu que eu não sei fazer uma coisa só? Além de escrever e compor, trabalho como produtora musical, diretora teatral e professora. Tenho um estúdio de gravação, onde faço as produções dos meus CDs. Além disso, estou fazendo as últimas cadeiras do Bacharelado em Teologia na PUC-Rio.
Você tem alguma mania?
Tenho. Estudar e pesquisar. Quando me apaixono por algum tema, entro nele a fundo. Sou professora e psicóloga, mas a Teologia me encantou tanto que resolvi fazer o bacharelado e tenho trabalhando muito na área de pesquisa em Teologia.
Seus personagens são inspirados
em gente que você conhece?

Sim. Utilizo muito a fábula em minhas histórias, mas, sem dúvida, as características dos personagens são inspiradas em pessoas conhecidas. Inclusive em mim mesma.
Você gosta de assistir televisão?
Eu gosto, mas não consigo ter muito tempo para isso.
Você tem algum grande sonho em sua carreira? Qual?
Escrever e compor muito para um público cada vez maior, podendo continuar viajando pelo Brasil e quem sabe, para outros países, contando e cantando as minhas histórias.
Quantos livros você tem publicados? Quais são?
Eu tenho 6 livros publicados: além de “Flor de maio” e “Viva a liberdade”, os outros são: “Pretinho, meu boneco querido”; “O rei leão careca”; “Magia, o mestre dos sonhos” e o último, que acaba de ser lançado, é “O Guardião das florestas”, uma aventura passada na Amazônia, que também vem com o CD e as músicas das poesias do texto.

Além disso, estou com mais três textos que deverão vir com os CDs com as músicas para serem publicados. Espero que isto aconteça em 2008.

Como você conheceu o Divertudo?
Fiquei sabendo do site por algumas crianças em um evento do qual participei. Elas disseram ter visto alguém indicando o “Pretinho, meu boneco querido” no Divertudo. Eu resolvi entrar para ver do que se tratava e tive a satisfação de encontrar a indicação da amiguinha, Maria Alice, de Minas Gerais; conhecer vocês e agora estar batendo este papo. A propósito, minha filha, Leandra, também adorou o site.
Que tal uma mensagem?
Ser criança é muito bom! Curtam bastante esta fase da vida e lembrem-se de que ler é muito divertido, abre um mundo imenso para criarmos e realizarmos o que quisermos em nossa imaginação.

Aqui vai o endereço do meu site! Assim, as crianças poderão saber mais a respeito de cada história e músicas. Um beijão pra todos!
http://www.mariacristinafurtado.com.br

Maio de 2007

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